quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Pensamentos sem título

"Imagine ter a imortalidade para ler todos os títulos que se queira...
Uma pena não se ter a eternidade para tanto...
Isso causa-me uma tristeza desesperadora!"

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Volta pra casa.

"Não sei quem sofre mais: Se sou eu ao vê-lo ficar. Ou se é ele me vendo partir."
 

Quando vi 
Já estava de volta
Quando queria estar, ainda, lá.


Lá... onde os sonhos não cansam-se de pular muros,
Onde as palavras mantêm seus sabores doces,
Onde faíscas de risos saem pelo olhar.


Queria ficar por lá...
Mas tive de voltar,
Voltar para os abraços apertados da saudade,
Saudade de quem ficou por lá.


quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Sampa

Quanta presa
Quanta ansiedade...
E quando vim corriam velozes as ideias
Assim como os carros na rodovia,
Como as pessoas na faixa de segurança,
Aqui até o suspirar enamorado morre em nano segundos.


E um transeunte passa devagar
Com seu carrinho de paranóias...
Na marginal de velocidades.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Chega de Saudade

 "... Que é pra acabar com esse negócio de você viver sem mim..." 
Vinicius de Moraes

Toda a saudade
Foi-se embora
Quando descia das nuvens
Imaginando teu sorriso.


Toda a saudade
Ficou lá nas alturas
Ficou num estado distante
Num imaginário recente.


Toda a saudade
Ruiu num abraço apertado
Num sorriso dobrado
Num enlace de mãos
Numa cama quente.


quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Atônito

Há quanto tempo...
Que não redijo um verbo.
Em qual dimensão profana
Perdi a rima?
Onde enterrei meu verso?
Talvez, em alguma cruzada perdida
Onde a fugacidade se esvai
Como a fumaça de uma cinza.

Tristeza

Quando se canta ao vento
As palavras são esquecidas
Choro hoje...
Por saber que não compreendo
Nem meus versos
Nem meus sentimentos
Nem a poesia.
Choro hoje...
Toda a palavra escrita.

Destino

Meu destino
É ver meu corpo enfraquecer pouco a pouco
Sentir a dor do cativo
Pois sou escravo do mais belo sonho.

Descobri-me em um egocêntrico mundo
Alegria e Penar...
Então sofro dia a pós dia
Devido a essa agonia
Que me é complementar.

Olho-me preso
A este imenso tabuleiro
Jogando com as palavras
Para te ensinar a sonhar.

Velo noites...
Reviro dias...
Na busca do elo perfeito
Para o fiel encaixamento
Do verso na poesia.

Se fosse eu mais forte
Que esta louca alegria
Ao invés de noite...
Recitava-me dia!

Uma resposta a Silvana Bronze

Cara poeta,
Minha amiga...
Os pequenos não morrem em valas
E nem ressucitam em vão!
Os pequenos são a chama dos maiores
São as idéias dos mendigos
São as frases duras dos tiranos
Não engane-se achando que são esquecidos...
Senão o que seria dos Quintanares?


Sussuros poéticos_ Silvana Bronze 

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Da Série: Poemas sem título


Ela pairava no ar
Divina bailarina
Enquanto a Lua girava
E o mundo corria...

Insônia

Tenho sono...
A cama é quente
O quarto escuro
A noite é longa
O tempo ligeiro.

Tenho sono...
O pó das fadas não faz efeito

Na rua o uivo dos lobos
O chacoalhar das árvores
O gargalhar das bruxas.

Tenho sono...
Os olhos rasgos em sangue
A cabeça cheia de alimentar suspiros
As idéias loucas a sussupiar meus sonhos
O corpo cansado de se revirar na cama.

Tenho sono...
O galo canta
O sol desponta
Mas o mundo, caro amigo, não quer saber se tive insônia.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Da Série: Poemas sem título

Procurei a rima no vento,
O verso na brisa,
A frase no sonho, 
A palavra no dia...
Encontrando a louca poesia nos olhos raivosos da tempestade.

Gran Finale

Já me desfaço do negro personagem
Na última página do livro lido
Já me desfaço desta carruagem
Que me levou aos céus e ao abismo.
Que saudade sentirei
Da palavra do héroi
E da mão forte do vilão...
Já me desfaço das armas, dos sorrisos, dos amores...
Como todo fim de romance
Morro também na última palavra...
FIM!

sábado, 3 de outubro de 2009

O sorriso do Paulista (Da Série: Saudades do Paulista)

Lembro de ti
Quando tenho a ti
Quando não te tenho
Lembro de ti
Ao recordar o teu sorriso.

Teu sorriso
Tão lindo
Tão doce
Tão safado
Meu sorriso...

Da Série: Poemas sem título.

" Sou assim dual
Uma perfeita geminiana plural...
Ou como dizia Raul
Uma metamorfose ambulante"

Formação

Hoje estou assim:
Meio confusa
Meio risonha
Meio idiota
Meio estranha
Um pouco tonta.

No momento estou assim:
Meio louca
Meio tola
Meio neurótica
Meio tristonha
Um pouco delirante.

Mas, desse meio em meio,
Do pouco em pouco,
Formo o meu Eu todo!