"Imagine ter a imortalidade para ler todos os títulos que se queira... Uma pena não se ter a eternidade para tanto... Isso causa-me uma tristeza desesperadora!"
Há quanto tempo... Que não redijo um verbo. Em qual dimensão profana Perdi a rima? Onde enterrei meu verso? Talvez, em alguma cruzada perdida Onde a fugacidade se esvai Como a fumaça de uma cinza.
Quando se canta ao vento As palavras são esquecidas Choro hoje... Por saber que não compreendo Nem meus versos Nem meus sentimentos Nem a poesia. Choro hoje... Toda a palavra escrita.
Cara poeta,
Minha amiga...
Os pequenos não morrem em valas
E nem ressucitam em vão!
Os pequenos são a chama dos maiores
São as idéias dos mendigos
São as frases duras dos tiranos
Não engane-se achando que são esquecidos...
Senão o que seria dos Quintanares?
Tenho sono... A cama é quente O quarto escuro A noite é longa O tempo ligeiro.
Tenho sono... O pó das fadas não faz efeito
Na rua o uivo dos lobos O chacoalhar das árvores O gargalhar das bruxas.
Tenho sono... Os olhos rasgos em sangue A cabeça cheia de alimentar suspiros As idéias loucas a sussupiar meus sonhos O corpo cansado de se revirar na cama.
Tenho sono... O galo canta O sol desponta Mas o mundo, caro amigo, não quer saber se tive insônia.
Sejam todos bem vindos aos meus domínios. Sintam-se em casa... 0/
Quem sou eu
Fatima Hernandes
Sou feita de universos complementares. Um é o da Razão, da responsábilidade onde sou uma Bacharel em Física, mestranda em Modelagem Computacional, estudante, neta, filha, sobrinha, amiga, namorada.
O outro é do da Emoção, do delírio e suas idéias loucas, neste sou impulsiva, louca, mendiga, irresponsável, alucinada, amante.
O terceiro guardo apenas para pessoas especiais.
Os infinitos outros ainda preciso desvendá-los.
No final das contas, sou a superposição de todos universos... Sou tudo isso e mais alguma coisa que ainda preciso descobrir!